Em 6 de outubro de 2026, a Agência de Licenciamento e Supervisão da Finlândia (LVV) ordenou à subsidiária do Google Tuike Finland Oy que suspendesse as obras de construção dos projetos de data centers planejados em Muhos e Kajaani até que as avaliações de impacto ambiental fossem concluídas. A suspensão abrangeu a remoção de árvores, a remoção da camada superficial do solo, escavações, extração de pedra, britagem, movimentação de massas de terra, abertura de valas e a construção de estradas e áreas de armazenamento, com a paralisação devendo entrar em vigor até 23 de outubro, no mais tardar.

A ordem foi emitida um mês depois de o Google ter comprometido US$ 15 bilhões com a Finlândia — seu maior investimento na Europa, a ser aplicado até 2028 em data centers e projetos de energia de apoio — em um país agora apelidado de "Texas da Europa" por seu boom de data centers de IA. Um porta-voz do Google admitiu: "Entendemos as preocupações e, neste caso, ficamos aquém dos nossos próprios padrões elevados", ao mesmo tempo em que insistiu que a empresa havia "agido de boa-fé sob a Lei Florestal", realizado levantamentos da natureza e implementado medidas para proteger áreas de alto valor.

O chefe do departamento ambiental da LVV, Tommi Muilu, afirmou que as obras alterariam o meio ambiente de maneiras cuja identificação e avaliação estavam "entre os objetivos centrais do procedimento de AIA" — exatamente o procedimento que o Google havia antecipado. Planejamento, medições, levantamentos de solo e outras medidas menores e facilmente reversíveis foram autorizados a continuar.

Obras de construção suspensas em Muhos e Kajaani — uma paralisação que paira sobre o maior investimento europeu do Google até hoje.

As obras físicas começaram antes de ser concluída a avaliação de impacto ambiental destinada a avaliá-las.

As obras em questão — limpeza do terreno, escavação, extração de pedra, abertura de valas — são exatamente o que o processo de AIA existe para examinar.

O próprio Google admitiu que "ficou aquém dos nossos próprios padrões elevados neste caso".

Licenças não são papelada a ser preenchida retroativamente: nem mesmo um compromisso de US$ 15 bilhões coloca as obras no local à frente da ordem de avaliação que um regulador espera.

O Google disse que seguiria as orientações da LVV e mencionou planos de paisagismo e biodiversidade, incluindo o plantio de árvores em 130 hectares em Muhos. As atividades não abrangidas pela suspensão — planejamento, medições e levantamentos de solo — puderam continuar, mas os dois locais permaneceram congelados no terreno até que as avaliações fossem concluídas.

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As fontes

  1. Google ordered to halt work on two data centers in 'Texas of Europe' CNBC · cnbc.com ·