O cancelamento pela ARN Media do programa Kyle and Jackie O no início de 2026 — o fim de contratos que somavam A$ 200 milhões ao longo de 10 anos para Kyle Sandilands e Jackie Henderson — custou à rede de rádio A$ 26 milhões em receita publicitária perdida, informou a empresa aos investidores, devido a preocupações com "segurança de marca". Henderson havia deixado o programa após uma discussão no ar com Sandilands; ambos os ex-coapresentadores entraram com ações judiciais separadas alegando demissão injusta, e o processo judicial sobre os acordos de A$ 200 milhões ainda estava em andamento.
O dano se agravou na assembleia geral anual da ARN em 7 de maio de 2026: 90 por cento dos acionistas votaram contra o relatório de remuneração — um primeiro "strike" que colocou o salário anual de A$ 1,1 milhão do diretor-presidente Michael Stephenson sob revisão, com dois strikes consecutivos podendo desencadear a destituição do conselho. O pano de fundo era sombrio: a receita do ano fiscal de 2025, de A$ 285 milhões, caiu 10 por cento (A$ 32 milhões) em relação ao ano anterior, o preço das ações despencou cerca de 52 por cento em doze meses, para cerca de 26 centavos, e o valor de mercado ficou próximo de A$ 81 milhões.
O presidente do conselho, Hamish McLennan, recusou-se a discutir os apresentadores por causa do processo judicial — embora tenha confirmado que assinou um documento de apoio a eles durante as negociações iniciais de contrato. Pressionado por um investidor a refletir sobre seus "três erros" como presidente, ele chamou a pergunta de "tendenciosa", admitiu que o conselho estava insatisfeito com as finanças da empresa e sobreviveu à votação sobre seu cargo. Em seguida, prometeu investir A$ 500 mil de seu próprio dinheiro para demonstrar comprometimento; um membro do conselho disse que consideraria fazer o mesmo. A exigência de um investidor por um pedido de desculpas pelo desempenho recente não foi atendida.
A$ 26 milhões em receita publicitária perdida por temores de segurança de marca; ações em queda de cerca de 52% em um ano, para cerca de 26 centavos; valor de mercado próximo de A$ 81 milhões.
O cancelamento deixou os anunciantes assustados: preocupações com segurança de marca, segundo a ARN, custaram à rede A$ 26 milhões em receita publicitária.
Ambas as estrelas processaram por demissão injusta em razão dos contratos combinados de A$ 200 milhões cancelados, mantendo a disputa nos tribunais durante toda a assembleia geral.
90 por cento dos acionistas votaram contra o relatório de remuneração — um primeiro strike que colocou sob revisão o salário de A$ 1,1 milhão do diretor-presidente.
Os números mais amplos desmoronaram junto com o programa: receita do ano fiscal de 2025 caiu A$ 32 milhões (10 por cento) e o preço das ações caiu cerca de 52 por cento em um ano.
A própria condução do presidente do conselho atraiu críticas na assembleia geral, incluindo questionamentos sobre seus "três erros" e seu apoio documentado aos apresentadores durante as negociações contratuais.
A lição
Cortar uma franquia de estrelas em meio a um escândalo dobra a conta: a ARN perdeu a audiência do programa, depois os anunciantes, e então a paciência de seus acionistas.
O litígio por demissão injusta sobre os contratos de A$ 200 milhões continuou. McLennan manteve a presidência do conselho após uma votação dos acionistas, respaldado pela promessa de um investimento pessoal de A$ 500 mil; um segundo strike — e uma possível destituição do conselho — permanecia a uma votação de remuneração de distância, com o salário do diretor-presidente sob revisão e nenhum pedido de desculpas oferecido aos investidores.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- ARN execs face investor backlash over axed $200m Kyle and Jackie O contracts ABC News · abc.net.au ·