A Securency, subsidiária do Reserve Bank of Australia que fabricava a base plástica para notas de banco mundiais, e a Note Printing Australia, que imprime as notas e passaportes da Austrália, declararam-se culpadas de oferecer subornos a autoridades estrangeiras entre 1999 e 2004 — a Securency na Indonésia, Malásia e Vietnã, e a NPA na Indonésia, Malásia e Nepal, visando autoridades emissoras de notas e bancos centrais.
Os tribunais aplicaram multas criminais recordes de mais de A$ 21 milhões em 2011 e 2012 — mas ordens de sigilo as mantiveram em segredo por sete anos. Elas só se tornaram públicas em novembro de 2018, depois que o ex-executivo de notas Christian Boillot se declarou culpado de conspirar para subornar autoridades malaias e ordens de não publicação de longa data foram levantadas.
O escândalo chegou ao topo das subsidiárias: o CEO Myles Curtis declarou-se culpado de conspirar para subornar autoridades na Malásia e na Indonésia, além de falsidade contábil; o CFO John Ellery admitiu fraudar os livros sobre a comissão de um agente malaio; os gerentes Clifford Gerathy e o agente indonésio Radius Christanto também se declararam culpados — todos recebendo penas suspensas. O RBA vendeu sua participação de 50 por cento na Securency em 2013, e a empresa agora opera como CCL Secure.
Multas criminais recordes de mais de A$ 21 milhões, penas suspensas para o CEO, o CFO e os gerentes, e a venda pelo RBA de sua participação na Securency em 2013
Vender sistemas de notas a autoridades emissoras estrangeiras por meio de propinas fez da corrupção o modelo de vendas, não uma anomalia.
A falsidade contábil foi usada para disfarçar comissões de agentes, arrastando o CFO e os gerentes para a conspiração criminosa.
A posição da controladora — subsidiárias do banco central da Austrália, fornecedora de outros bancos centrais — transformou a conduta em um problema de reputação nacional.
As ordens de sigilo atrasaram o acerto de contas público, deixando as multas e condenações surgirem anos após a conduta e as declarações de culpa.
A lição
Quando o produto é confiança — notas de banco, passaportes, relações com bancos centrais — comissões pagas por baixo do pano não são uma estratégia de vendas, são o próprio crime.
O RBA disse que as declarações de culpa mostraram que os conselhos aceitaram a responsabilidade e evitaram uma longa batalha judicial, com o governador Philip Lowe afirmando que o banco 'condena veementemente a conduta corrupta e antiética'. A Securency, vendida pelo RBA em 2013, continua como CCL Secure; a NPA ainda imprime as notas e passaportes da Austrália.
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As fontes
- Reserve Bank subsidiaries Securency and Note Printing Australia fined $21m over bribe offers ABC News · abc.net.au ·