Tom Warren, do The Verge, noticiou em 21 de maio de 2026 que o GitHub, comprado pela Microsoft por 7,5 mil milhões de dólares em 2018, enfrentava quedas, problemas de segurança e concorrência. Atribuiu grande parte disso ao verão de 2025, quando o CEO Thomas Dohmke se demitiu. A Microsoft não o substituiu, pelo que os líderes do GitHub passaram a reportar diretamente à equipa CoreAI da Microsoft, sob Jay Parikh. Fontes disseram a Warren que foi decisão de Parikh não nomear um novo CEO do GitHub.

Warren enumerou o que se seguiu. Saíram líderes, incluindo a antiga diretora de receitas Elizabeth Pemmerl e um vice-presidente sénior que se tinha juntado em outubro. Pelo menos 11 das 30 pessoas listadas na nova startup de Dohmke, a Entire, tinham trabalhado no GitHub. O GitHub teve também várias quedas importantes nas semanas anteriores, e o CTO Vladimir Fedorov pediu desculpa pessoalmente. Num incidente separado, 3.800 repositórios internos foram violados depois de um funcionário instalar uma extensão maliciosa do VS Code.

Os programadores reagiram. O criador do Ghostty, Mitchell Hashimoto, anunciou que ia retirar o projeto do GitHub após 18 anos. A pressão relatada sobre o Copilot por parte do Cursor e do Claude Code aumentou a tensão. Fedorov disse que as quedas coincidiram com um pico de crescimento e uma migração em curso para o Azure, e definiu prioridades: primeiro a disponibilidade, depois a capacidade, depois as novas funcionalidades.

Várias quedas importantes, 3.800 repositórios internos violados, pelo menos 11 antigos funcionários do GitHub num rival e programadores a sair, segundo o The Verge.

A Microsoft deixou o lugar de CEO vazio depois da demissão de Dohmke, pelo que os líderes do GitHub passaram a reportar à CoreAI em vez de a um único responsável pelo GitHub.

Funcionários que falaram com Warren disseram que faltava liderança e que o GitHub era agora gerido de dentro da Microsoft, uma perda de independência a que tiveram dificuldade em adaptar-se.

Fedorov associou as quedas a um enorme aumento de pull requests, commits e repositórios, com a migração para o Azure em curso.

Integrar uma plataforma independente no organograma da empresa-mãe sem um líder nomeado pode esgotar talento e foco precisamente quando os concorrentes se aproximam. A fiabilidade é a primeira a ressentir-se.

À data da reportagem de maio de 2026, o GitHub tinha um novo diretor de receitas, com as receitas a reportarem à MCAPS da Microsoft e o trabalho de produto dividido pela sua Developer Division. A Microsoft teria considerado comprar o Cursor e estava a cancelar muitas licenças internas do Claude Code para empurrar os programadores para o Copilot. Parikh terá alertado colegas de que o GitHub «enfrenta uma ameaça crítica».

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As fontes

  1. GitHub faces a fight for its survival at Microsoft The Verge · theverge.com ·