Em outubro de 2026, o Conselho de Controle de Poluição do Estado de Rajasthan ordenou o fechamento da cervejaria da Carlsberg India em Alwar e revogou sua licença de operação, determinando à distribuidora local de energia elétrica o corte do fornecimento e ao seu escritório regional a lacração das operações industriais. O gatilho foi uma inspeção em julho de 2026 que mediu material particulado em 633 mg/Nm³ contra um limite prescrito de 80 mg/Nm³, e constatou que a planta transmitia dados de monitoramento de emissões ao portal nacional do CPCB apenas 35,12% do tempo, contra um patamar obrigatório de 85%.

A planta de Alwar, a segunda cervejaria da Carlsberg na Índia, estava no radar do órgão regulador havia mais de um ano: o conselho concedeu licença de operação em abril de 2024, válida até outubro de 2028, emitiu uma notificação de esclarecimento em agosto de 2025 por emissões excessivas e suposta manipulação de dados do OCEMS, e o CPCB emitiu diretrizes sobre a infraestrutura de monitoramento de emissões em chaminés em março de 2026. Em setembro de 2026, a instalação apareceu entre 648 unidades industriais com disponibilidade de dados abaixo de 85%, levando o CPCB a determinar que os conselhos estaduais fechassem e lacrassem imediatamente as unidades inadimplentes.

O fechamento ocorre enquanto a controladora da Carlsberg impulsiona um IPO indiano: a empresa protocolou confidencialmente um projeto de prospecto junto à SEBI em julho de 2026 para uma oferta de até US$ 700 milhões (cerca de ₹ 6.600 crore), estruturada como oferta de venda com os recursos revertendo para a controladora, e a SEBI aprovou o pré-protocolo em 1º de outubro. A Carlsberg India opera sete cervejarias próprias e oito comanufatureiras, e não havia respondido ao questionário do BusinessLine quando a reportagem foi para a gráfica.

Cervejaria de Alwar teve fechamento ordenado, com corte de energia e lacração; licença de operação revogada, semanas após o pré-protocolo de IPO da controladora ser aprovado pela SEBI.

A planta operava com emissões de material particulado em quase oito vezes a concentração permitida, e um ano de notificações de esclarecimento e diretrizes não a trouxe de volta à conformidade.

Os dados contínuos de emissões chegavam ao órgão regulador apenas 35% do tempo, contra os 85% obrigatórios, e uma notificação anterior alegava manipulação desses dados — o próprio sistema de monitoramento estava comprometido.

A diretriz do CPCB de setembro para fechar e lacrar unidades inadimplentes transformou um problema crônico de conformidade em uma ordem de desligamento.

A dívida de conformidade se acumula diante de um prazo: uma cervejaria na lista de vigilância do órgão regulador por um ano perdeu sua licença no mesmo trimestre em que sua controladora foi ao mercado.

A instalação está sob fechamento e lacração, com o fornecimento de energia elétrica cortado, e a revogação da licença remove sua base legal para operar mesmo que as emissões fossem corrigidas. O momento da ordem — semanas após a SEBI aprovar o pré-protocolo confidencial do IPO — impõe à oferta uma cicatriz regulatória visível justamente quando os investidores pessoa física começam a avaliá-la. A Carlsberg India não havia se manifestado publicamente quando a reportagem foi para a gráfica.

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As fontes

  1. Rajasthan pollution board orders closure of Carlsberg's manufacturing facility ahead of IPO The Hindu BusinessLine · thehindubusinessline.com ·